O CAN é um evento implacável para os treinadores, sendo o seu papel muitas vezes questionado em função dos resultados obtidos pela sua equipa. A edição do CAN 2022 não foge à regra, já com seis treinadores das vinte e quatro equipas concorrentes que foram obrigados a abandonar os seus cargos no final da primeira eliminatória. Uma retrospectiva dessas saídas e as consequências para as equipes envolvidas.
A primeira saída notável foi a de Jean-Louis Gasset, técnico da Costa do Marfim. Apesar da classificação de sua equipe para as oitavas de final, Gasset surpreendeu a todos ao apresentar sua demissão. Isto levou à nomeação de Emerse Faé, ex-internacional da Costa do Marfim, para assumir o comando da equipe desde a fase eliminatória.
Outra saída notável é a de Djamel Belmadi, técnico da Argélia, detentora do título do CAN. Após uma eliminação prematura na primeira fase da competição, Belmadi apresentou sua demissão à federação argelina. Apesar da vitória em 2019, não conseguiu levar a sua equipa ao mesmo sucesso este ano, destacando as dificuldades de um plantel envelhecido.
Gana também passou por uma mudança de técnico, com a saída de Chris Hughton. Os maus resultados da equipa, nomeadamente no último jogo do Grupo B, onde os ganenses se afundaram ao sofrer dois golos no final da partida, levaram à decisão de despedir Hughton. Um novo técnico deverá assumir para orientar a equipe nas próximas competições.
Outras equipes menos divulgadas também tomaram decisões semelhantes. O seleccionador da Gâmbia, Tom Saintfiet, optou por deixar o cargo após a eliminação da sua equipa na fase de grupos, apesar da participação inédita nos quartos-de-final na edição anterior. A Tunísia e a Argélia também viram as saídas dos treinadores Jalel Kadri e Adel Amrouche respectivamente, devido a resultados decepcionantes e declarações controversas.
Esta série de partidas sublinha as exigências e a pressão que pesa sobre os seletores durante o CAN. Os resultados são examinados de perto e as expectativas são elevadas, o que por vezes leva a decisões radicais em caso de desilusão. As equipas em causa terão agora de recuperar e encontrar um novo impulso com os seus novos treinadores para futuras competições.
Concluindo, o CAN 2022 já contou com diversas saídas de treinadores, evidenciando a dura realidade da profissão. Os resultados obtidos durante a competição são decisivos e podem trazer consequências importantes para as equipes. Estas mudanças também oferecem a oportunidade para novos treinadores assumirem o comando do destino destas equipas e conduzi-las para novos horizontes. O resto da competição promete, portanto, ser emocionante, com novas dinâmicas para observar em campo.